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📍O que conhecer em Évora? 🦴

Lucas Nunes

Évora, localizada no coração do Alentejo, é uma cidade que encanta visitantes com sua rica herança histórica e cultural. Reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A cidade é um verdadeiro museu a céu aberto, onde cada rua e cada edifício contam histórias de séculos passados. Com suas origens romanas e um legado que atravessa a era medieval até os tempos modernos. Agora vou te mostrar alguns lugares que você pode conhecer quando for a Évora! Templo Romano:  Construído no início do século I d.C., durante a época do imperador Augusto, o templo é uma prova da importância de Évora (então conhecida como Ebora Liberalitas Julia) no período romano. Embora seja comumente chamado de Templo de Diana, não há evidências concretas de que fosse dedicado à deusa romana da caça. É provável que tenha sido dedicado ao culto imperial, venerando o imperador.  Originalmente, o templo tinha um pórtico rodeado por colunas coríntias, das quais 14 ainda permanecem de pé. A estrutura base é feita de granito, com detalhes em mármore.  A notável preservação do templo se deve em parte ao fato de ter sido incorporado a outros edifícios ao longo dos séculos, incluindo um castelo medieval e uma torre, o que ajudou a protegê-lo da destruição. Durante o século XIX, o templo foi restaurado e valorizado como um importante monumento histórico. Hoje, ele se destaca em uma praça elevada, rodeado por outros marcos históricos de Évora.  Uma visita ao Templo Romano oferece não apenas uma visão da arquitetura romana, mas também uma perspectiva fascinante sobre a história antiga de Portugal. A área ao redor do templo é um local popular para passeios e fotografias, especialmente ao pôr do sol, quando a luz realça a beleza das colunas antigas.

Sé de Évora: A construção da Sé de Évora começou em 1186 e foi concluída em 1250, durante o período de transição do estilo românico para o gótico, o que se reflete na sua arquitetura. O exterior da catedral é dominado por duas torres assimétricas e um portal gótico com figuras dos Apóstolos, esculpidas em granito, que acolhem os visitantes. O interior é vasto e solene, com três naves que conduzem ao altar-mor. Destacam-se os belos vitrais e a intricada talha dourada. Construído no século XIV, o claustro gótico é um espaço tranquilo e sereno, com jardins bem cuidados e arcos elegantes que proporcionam um refúgio do bulício da cidade. O Capela do Santíssimo Sacramento: Esta capela barroca, adicionada no século XVIII, é ricamente decorada com talha dourada e mármore, sendo um exemplo impressionante do estilo barroco português. O Museu de Arte Sacra: Situado dentro da catedral, o museu abriga uma notável coleção de arte sacra, incluindo pinturas, esculturas, paramentos litúrgicos e outros artefatos religiosos.A Sé de Évora é um testemunho da rica herança religiosa e cultural de Portugal. Ao longo dos séculos, ela foi palco de importantes eventos religiosos e históricos.  A catedral é um exemplo perfeito da transição do estilo românico para o gótico, oferecendo aos visitantes uma lição viva de história da arquitetura.

Capela dos Ossos: A Capela dos Ossos foi construída por iniciativa de três monges franciscanos com o objetivo de transmitir a mensagem da transitoriedade e fragilidade da vida humana. Estima-se que os ossos de aproximadamente 5.000 monges, provenientes de cemitérios locais, foram utilizados na sua construção. A capela é composta por três naves, com cerca de 18,7 metros de comprimento e 11 metros de largura. As paredes e os pilares estão revestidos com ossos e crânios, organizados artisticamente. Logo na entrada, uma inscrição em latim que se traduz para "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos" recebe os visitantes, reforçando o tema da mortalidade. A capela é inteiramente revestida de ossos e crânios humanos, organizados de forma simétrica e artística. O teto é decorado com pinturas que representam cenas da morte e da ressurreição. O altar da capela é simples, destacando-se pelo contraste com a decoração ossuária ao redor. Atrás do altar, há uma janela que permite a entrada de luz natural, criando uma atmosfera única.  A capela tem uma atmosfera sombria e contemplativa, convidando os visitantes a refletirem sobre a impermanência da vida.  A Capela dos Ossos é um memento mori, uma lembrança constante da mortalidade humana. Este conceito era comum no século XVII, refletindo a visão religiosa e filosófica da época sobre a vida e a morte. A capela é um exemplo fascinante de como as comunidades religiosas do passado utilizavam a arte e a arquitetura para transmitir mensagens espirituais profundas.

Praça do Giraldo:  A praça foi batizada em homenagem a Geraldo Sem Pavor, um lendário cavaleiro que reconquistou Évora dos mouros em 1165. Seu nome é sinônimo de bravura e coragem. A Praça do Giraldo tem raízes medievais e foi desenvolvida ao longo dos séculos, com muitas das suas atuais características arquitetônicas datando do período renascentista e barroco. No centro da praça está a Fonte Henriquina, construída em 1571 durante o reinado de D. Henrique. Esta fonte de mármore com oito bicas, cada uma representando uma rua principal da cidade, é um dos principais pontos de referência da praça. A Igreja de Santo Antão localizada em um dos lados da praça, esta igreja do século XVI é um exemplo impressionante da arquitetura maneirista e um importante local de culto. A praça é rodeada por edifícios históricos com arcadas, que abrigam cafés, lojas, e restaurantes. Muitos desses edifícios têm belas fachadas com azulejos e detalhes arquitetônicos que revelam a riqueza da história local. A Praça do Giraldo é um ponto de encontro popular tanto para os moradores quanto para os turistas. Cafés com esplanadas convidam a momentos de relaxamento enquanto se observa o movimento da cidade.

Universidade de Évora: A Universidade de Évora foi fundada em 1559 pelo Cardeal D. Henrique, com a aprovação do Papa Paulo IV. Originalmente, foi confiada à Companhia de Jesus (jesuítas), que a administrou até 1759, quando a ordem foi expulsa de Portugal.  Após a expulsão dos jesuítas, a universidade foi fechada por ordem do Marquês de Pombal. Em 1973, a universidade foi reaberta e desde então tem crescido em termos de cursos oferecidos e prestígio acadêmico. O campus principal da universidade está alojado no antigo Colégio do Espírito Santo, um magnífico edifício do século XVI que exibe uma impressionante combinação de estilos maneirista e barroco. O claustro, os azulejos decorativos e os amplos pátios refletem a história rica e a beleza arquitetônica do local. A universidade oferece uma vasta gama de cursos nas áreas de ciências, artes, humanidades, ciências sociais e ciências exatas. As suas faculdades incluem a Escola de Artes, a Escola de Ciências Sociais, a Escola de Ciências e Tecnologia e a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano. A Universidade de Évora é conhecida pela sua forte ênfase na investigação, com vários centros de pesquisa dedicados a áreas como as ciências ambientais, agricultura, tecnologias digitais, e estudos históricos e culturais.

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